Após mais de 15 horas, bombeiros seguem no rescaldo de incêndio em fábrica de EVA que deixou três feridos em MG
23/07/2026
(Foto: Reprodução) Corpo de Bombeiros combate incêndio em fábrica de EVA, em Perdigão
Após mais de 15 horas da explosão em uma fábrica de EVA, em Perdigão, no Centro-Oeste de Minas Gerais, o Corpo de Bombeiros ainda atua, nesta quinta-feira (23), no rescaldo do incêndio para evitar que o fogo seja reativado.
Três pessoas ficaram gravemente feridas, com queimaduras pelo corpo, e foram socorridas em estado grave para hospitais de Divinópolis, Pará de Minas e Nova Serrana. O g1 solicitou às instituições informações sobre o estado de saúde das vítimas, mas, até a última atualização desta reportagem, não havia recebido retorno.
A queima do EVA formou uma nuvem de fumaça preta e densa, que podia ser vista de longe. Veja os registros feitos por moradores abaixo.
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🔍 O EVA, sigla para etileno-vinil-acetato, é um material plástico flexível, leve e resistente, muito utilizado na fabricação de produtos como tapetes, brinquedos e calçados.
Nuvem de fumaça preta e densa toma conta do céu durante incêndio em fábrica de EVA em MG
Vítimas tiveram queimaduras graves
Uma das vítimas é um homem de 27 anos, que sofreu queimaduras em cerca de 80% do corpo. Ele foi entubado e transferido em estado gravíssimo para a Sala Vermelha do Complexo de Saúde São João de Deus, em Divinópolis.
Outro homem, de 41 anos, teve 70% do corpo queimado e foi encaminhado em estado grave para a Sala Vermelha do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Pará de Minas.
Já um homem de 36 anos, com queimaduras em aproximadamente 30% do corpo, foi levado para a Sala Vermelha do Hospital São José, em Nova Serrana.
Fogo começou após uma explosão em uma fábrica de EVA
Robson Panzera/Tv Integração
O incêndio
Os bombeiros informaram que cerca de 50 pessoas trabalhavam na indústria, mas nem todas estavam no local no momento do incêndio, devido ao horário de almoço.
Segundo o tenente Gustavo Silva Ferreira, do Corpo de Bombeiros, a grande quantidade de materiais derivados de petróleo, EVA e óleo diesel armazenados dentro da indústria aumentou a carga de incêndio e dificultou o controle das chamas.
Cinco viaturas foram empenhadas na ocorrência para combater o fogo e confinar o incêndio, evitando que as chamas se espalhassem para outras áreas da empresa e imóveis vizinhos.
Presença de materiais inflamáveis aumenta as chamas
Robson Panzera/Tv Integração
Ainda segundo o tenente Gustavo Silva, a empresa tinha um projeto de prevenção contra incêndio analisado e aprovado pelo Corpo de Bombeiros.
No entanto, o local ainda não havia passado pela vistoria necessária para a emissão do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento que atesta que a edificação cumpre as medidas de segurança contra incêndio previstas pela corporação.
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Fumaça preta que saiu do incêndio na fábrica foi vista de longe.
Redes Sociais/Reprodução
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