Servidores municipais protestam e cobram pagamento de saldo remanescente do vale-alimentação em Poços de Caldas, MG
29/10/2026
(Foto: Reprodução) Dezenas de servidores municipais de Poços de Caldas (MG) realizaram uma manifestação nesta quinta-feira (29) em frente ao Centro Administrativo para cobrar o pagamento do saldo remanescente do vale-alimentação. Muitos trabalhadores afirmam que ainda possuem valores depositados nos cartões, mas não conseguem utilizá-los em estabelecimentos da cidade.
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Segundo os servidores, no início do mês passado a empresa responsável pelo cartão do benefício deixou de repassar pagamentos aos supermercados e demais estabelecimentos que aceitavam o vale-alimentação.
Na época, a prefeitura informou que havia depositado integralmente os valores para a empresa responsável pelo benefício. Dias depois, o município pagou R$ 425 para todos os servidores que ainda tinham saldo remanescente nos cartões. No entanto, até o momento não informou quando fará o pagamento do restante dos valores devidos.
Servidores municipais de Poços de Caldas protestam e cobram pagamento de saldo remanescente do vale-alimentação
Sindserv
"O município não apresentou para nós um cronograma de pagamento, não tem uma posição clara de quando vai fazer o pagamento dos servidores e os servidores têm procurado a entidade de classe que os representa para poder fazer essa cobrança", afirmou o presidente do Sindserv Poços de Caldas, Clayton Gonçalves.
Durante a manifestação, representantes do sindicato e servidores foram recebidos pela prefeitura. Segundo o município, foi solicitado um prazo adicional de 15 dias para apresentar uma proposta relacionada ao pagamento.
"A prefeitura vai apresentar uma atualização do quadro para a eventual restituição do saldo remanescente nos cartões", disse o procurador do município de Poços de Caldas, Thiago Arantes.
Sem uma previsão para receber os valores restantes, servidores demonstraram insatisfação durante o protesto.
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"Eu trabalho todos os dias, eu tenho a obrigação de estar lá, eles têm a obrigação de me pagar, não é que a gente que está pedindo favor", afirmou uma servidora.
O sindicato informou que deverá convocar uma nova assembleia para definir, junto à categoria, os próximos passos do movimento.
"Nós vamos avaliar com a categoria se nós iremos fazer nova assembleia e não tem um prazo de pagamento. Lembrando que a Câmara Municipal, inclusive, já se propôs a fazer a devolução do saldo do final de ano, como é praxe do Poder Legislativo em fazer uma devolução de um aporte financeiro para o município. Eu fico na dúvida, se não tem condições de pagar R$ 2 milhões, porque não seria o valor total que a Câmara repassa, qual que é a dificuldade de uma receita de 100 milhões por mês, dentro dos próximos 45 dias, não conseguir repor 2 milhões? É uma conta que não bate", completou Clayton Gonçalves.
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